15/12/2017 - Fespesp
Por Marianna Oliveira

​PL 920 é aprovado na Assembleia Legislativa



A noite de quinta-feira, 14, foi marcada por uma grande "apunhalada nas costas" dos servidores. Mesmo depois de vários dias em mobilização intensa para tentar barrar o Projeto de Lei 920/2017, os deputados conseguiraram aprovarar o texto na sessão ordinária de ontem.

Com 46 votos favoráveis e 8 contrários, totalizando 55 necessários para o quórum, o PL foi votado em duas partes. Na primeira votação, os deputados aprovaram o Projeto por completo, para que ele passe a vigorar já em 2018. No segundo momento, foi colocado em votação a Emenda Aglutinativa nº25 que, segundo a base aliada do Governo, "minimiza" os danos aos servidores públicos e a entrega dos serviços à sociedade.

Parlamentares da oposição discurssaram por horas na Tribuna sobre como o Projeto afeta de forma negativa o funcionalismo estadual e queixaram-se a respeito dos votos favoráveis. João Paulo Rillo, do PT, fez um discurso polêmico que arrancou aplausos de quem acompanhava a votação do Plenário, porém, foi motivo de discórdia entre ele e o deputado Campos Machado, do PTB. "Tenham a certeza que o nome de vocês, senhores deputados, será lembrado em cada repartição pública, em cada espaço do Estado de São paulo, por que nós vamos sentir esse projeto a partir do que vem", ressaltou Rillo.

Machado, por sua vez, insinuou que os cidadãos presentes no Plenário havia sido pagos por deputados do Partido dos Trabalhadores para esterem na Alesp naquele momento. "Quando existe um público disposto a aplaudir, seja qual for o "canastrão" que estiver interpretando, vai ser leal a isso", falou.

O líder do Governo, Barros Munhoz, do PSDB, usou a Tribuna para tentar convencer que o Projeto é necessário para o Estado e mentiu em dizer, ainda, que na última reunião com lideranças do funcionalismo, a decisão de votar o PL com emendas aglutinativas foi bem aceito pelas entidades.

Ao final da segunda votação, representantes do Judiciário e da Educação se reuniram para dar o pontapé inicial nas mobilizações de fevereiro do ano que vem, contra o PL que agora está aprovado. Ficou decidido também que caso a Reforma da Previdência entre em votação na terça-feira, 19 de dezembro, os trabalhadores do Brasil vão realizar uma paralisação geral.




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