28/10/2017 - Fespesp
Por Janaina Marquesini

Mobilização na Paulista marca Dia do Servidor Público

Janaina Marquesini

Servidores enfrentam chuva, num dia simbólico: véspera do dia do servidor público, dia 27 de outubro. O ato foi o grande pontapé na união dos servidores e na luta contra o PL 920/17, o Projeto de iniciativa do governador Geraldo Alckmin (PSDB) pretende congelar investimentos do Estado por dois anos e tramita na Assembleia Legislativa de São Paulo em regime de urgência.

 

Para o vice presidente da Pública e presidente da Assetj e da Fespesp, José Gozze, os servidores estaduais já vivem essa realidade de congelamento, sem reajuste há anos “grande parte das categorias estão com salários defasados, se esse PL 920 for aprovado, a situação vai piorar ainda mais” argumentou. Gozze explicou ainda que esta medida prejudica a entrega dos serviços públicos e que o cidadão vai sentir isso na pele quando perceber fechamento de escolas públicas, precarização do transporte público e aumento nas contas de água e luz. 

 

“O que estão fazendo com o serviço e servidor público nunca aconteceu como está acontecendo agora, representantes políticos ilegítimos recebem dinheiro para votar contra nós”, disse em seu discurso imflamado, “ninguém vai derrubar a união dos servidores, unimos as centrais, federações, sindicatos e associações” completou, relembrando também a luta contra Mário Covas que reuniu 30 mil pessoas em frente ao Palácio dos Bandeirantes. Gozze também concovou todos os servidores para a próxima grande manifestação marcada justamente na sede do Governo do Estado no dia 10 de novembro.

 

A chuva não deu trégua durante a tarde, mas não prejudicou o engajamento. Mesmo com o tempo ruim, os servidores de todas as categorias se dirigiram em passeata até a avenida Paulista. Os da educação sairam da Praça da República enquanto o pessoal da saúde se deslocaram do Hospital das Clínicas. Outras categorias como segurança pública vieram do Morumbi. José Gozze, junto a outros líderes do Judiciário, marcou a concentração na Praça João Mendes, de lá os manifestantes caminharam pelo bairro da Liberdade e pela avenida Brigadeiro Luís Antônio até o escritório da Presidência da República. Durante o percurso, os líderes do Judiciário falaram diretamente à população alertando sobre os riscos da falta de investimento no funcionalismo, também falaram da importância da valorização, dos direitos e de melhores condições de trabalho e salário dos servidores.

 

Todos os discursos eram finalizados com o grito “fora Temer” e com a reafirmação da continuidade da pressão contra o Executivo e o Legislativo. As reuniões unificadas entre todas as Centrais Sindicais vão continuar com calendário intenso até a próxima mobilização no dia 10 de novembro no Palácio dos Bandeirantes.




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