27/10/2017 - Fespesp
Por Raquel Munhoz

Audiência pública mobiliza servidores e parlamentares contra PL 920/17

FOTO RAQUEL MUNHOZ
Com a casa cheia, servidores do Judiciário, Legislativo, educação, saúde e segurança protestaram contra o PL 920/17, que congela os investimentos públicos.

Às vésperas de paralisação geral e de dia do servidor público, a união prevaleceu em todas as categorias no Plenário Juscelino Kubitschek, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Com a casa cheia, servidores do Judiciário, Legislativo, educação, saúde e segurança protestaram contra o PL 920/17, que congela os investimentos públicos.

 

Iniciando os debates, o Secretário da Fazenda, Hélcio Tokeshi, apresentou dados sobre o orçamento público e disse que o limite estabelecido pelo Projeto de Lei “não implica restrição a aumento salarial ou qualquer tipo de direito ou benefícios como quinquênio e sexta parte.

 

Tokeshi afirmou que, mesmo se o Projeto for aprovado, o orçamento está ultrapassando o limite definido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. E caso não seja aprovado, o Orçamento de 2018 deverá ser revisto. Os servidores reiteram que não devem ser responsabilizados e que a revisão deve ser feita no setor privado, já que muitos empresários têm isenções fiscais.

 

Jose Gozze, presidente da Assetj, da Fespesp e vice-presidente da Pública, manifestou seu repúdio em relação ao Projeto de Lei que sucateia o serviço público. Para Gozze, o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) será um dos maiores prejudicados. “Estamos pedindo pelo amor de Deus para o Governo colocar os 2% dele, porque só estamos com os 2% do servidor. E o Hospital está um caos. Já imaginou ficar dois anos sem investimentos?”, questionou.

 

Outro ponto abordado por Gozze foi o orçamento do Judiciário. Segundo ele, o Governo e Secretaria da Fazenda cortam cerca de 50% do orçamento apresentado pelo TJ-SP. “Não vai ter investimentos nos próximos dois anos? Vai fechar”. A solução é a retirada do PL 920/17.

 

Deputados da base do Governo também são contrários ao Projeto. “O envio desse Projeto para a casa foi a maior burrice que eu já vi na minha vida, um verdadeiro tapa na cara de quem já está sofrendo”, enfatizou Barros Munhoz (PSBD), líder do Governo.

 

Gozze finalizou sua fala convocando todos os servidores públicos à paralisação que será realizada amanhã na Avenida Paulista. “A nossa reação começa aqui, mas vai longe. Amanhã o serviço público estará parado”, concluiu.




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