TJSP: novo comando, velhos problemas
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Por José Gozze, presidente da Fespesp e da Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Assetj)
 

O Tribunal de Justiça de São Paulo tem novo presidente eleito que tomará posse em primeiro de janeiro: Manoel de Queiroz Pereira Calças.

Em sua primeira entrevista declarou que atenderá as entidades e que dará um tratamento especial aos servidores. Adiantou que não dará aumento real mas que garante a reposição salarial.

Os servidores do Judiciário há muito reclamam exatamente da reposição salarial que de tempos em tempos não é reposta, deixando sempre para trás rabichos, que crescem e derrubam o poder de compra corroído pela inflação.

Neste ano de 2017 faltaram 3,5% que somados a anos anteriores ultrapassam 15%. Por isso, vamos lutar pela recomposição total e mais, pelos reajustes dos auxílios especialmente o de saúde, infinitamente abaixo de qualquer mensalidade de plano de saúde.

Na esteira das reivindicações, queremos o encaminhamento para a Assembléia Legislativa de São Paulo do nível universitário aos escreventes, qualificando cada vez mais o atendimento ao cidadão que procura o Judiciário.
Claro que também não podemos esquecer dos agentes, hoje qualificados para o trabalho em cartório e que esperam a transformação do cargo.

‘O Estado está em crise financeira’, diz o novo Presidente, o que não aceitamos como verdadeiro no maior estado da federação. Crise sim, podemos ter no Judiciário que a cada ano tem seu orçamento cortado pela metade pelo Executivo.

Esse é um enfrentamento que esperamos e não só do Presidente, mas também do Conselho da Magistratura e do Tribunal Pleno.

Enfim, continuaremos, com transparência, em mesa permanente de negociação.
José Gozze




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