Coragem para mudar
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Por Antônio Carlos Duarte Moreira, presidente da Afpesp - Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo
 
"Governar é encurtar distancias. Governar é administrar pressões, e as pressões primárias e diretas são as do lugar onde se vive, trabalha, estuda, sofre e ama" (Ulysses Guimarães)

As notícias diárias exploram um mesmo problema: crise econômica. Sim, estamos passando por um período de crise no Brasil e no mundo. Uma autoridade do governo estadual explicou, recentemente, na Assembleia Legislativa, que vivemos uma estagflação: redução da atividade econômica, aumento dos preços e do desemprego. O que pode ser mais aterrorizante para os brasileiros do que inflação e desemprego? Talvez uma guerra ou uma catástrofe natural.

Todavia, a crise econômica não chegou ontem ao nosso País. É um processo que envolve decisões políticas globais, que foram tomadas há décadas. Não podemos entender a conjuntura econômica à luz somente dos últimos acontecimentos.

Os servidores públicos da Área Meio, por exemplo, estão sem reajuste desde 2011. Se fosse para considerar uma média da inflação mais baixa, eles precisariam de, pelo menos, 20% de reajuste, para recuperar um pouco do poder aquisitivo perdido.

E os servidores públicos aposentados? Como explicar a falta de reajuste de seus proventos e pensões? São décadas sem revisão, o que nos leva a concluir que a crise econômica sempre existiu. É e continua sendo impedimento da valorização dos servidores públicos.

Agora, é fundamental que as autoridades repensem o papel dos serviços públicos, e por consequência, a importância dos profissionais servidores.

Se vivemos uma crise, a população vai precisar, ainda, mais dos serviços públicos, que devem ser garantidos nas principais áreas: Saúde, Educação, Segurança Pública, Habitação e Justiça.

O cidadão está certo de que sempre poderá contar com os serviços do Estado. O trabalhador do Setor Público é peça fundamental para manter a estabilidade social em qualquer período, seja de crise econômica, guerra ou intempéries. É no trabalho do servidor público que repousa a real esperança de um futuro melhor.

Portanto, as autoridades das três esferas do Poder têm como ajudar o cidadão, oferecendo serviços dignos, valorizando a categoria e investindo nas áreas de maior demanda social.

Há uma crise em curso, vamos superá-la. A população brasileira é trabalhadora e sobrevive às pressões políticas e sociais. Nós, servidores públicos, possuímos ideais de justiça social em nossas atividades. O momento também é de luta pela melhoria dos serviços públicos oferecidos à população.


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